quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Na Contramão

Da janela de casa eu vejo descendo a rua, trôpegos, maltrapilhos, desorientados, sem rumo, sem metas, procurando por alguma coisa. Muitas vezes são jovens bem vestidos
Anônimos para si mesmos continuam a descer na vida por uma estrada sem saída, sem volta. Caminho escuro cheio de pedras e espinhos. É o fim da rua.Lá se escondem no mato alto, na inebriante fumaça de seus pensamentos, ignorando a família e os valores. Vida sem sentido, sem saída

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Eu e a Música: o pesado e o leve da minha vida

Quando ouço música sempre me vem a lembrança dos meus tempos de menina, de como gostava de cantar. Quando pequena meus tios até pagavam para eu fazer dueto com eles, e eu, que não era boba, gostava das duas partes: cantar e ganhar o dinheiro. Eram músicas dramáticas demais para minha idade, mas outras eram verdadeiros poemas.
Meu pai não gostava que ouvíssemos música na sua radiola. Nela dava para colocar vários discos, era o máximo. Quando ele saía corria para ouvir os discos escondida, depois guardava tudo direitinho para ele não desconfiar. Ouvir escondido era mais emocionante!
O tempo foi passando e eu já gostava de ouvir Elvis Presley, Neil Sedaka e Poul Anka. O tempo continuava passando, já não podia ouvir as minhas músicas, trabalhava à noite e pela manhã tinha aula na faculdade.
Depois me casei, na lua de mel já engravidei e todo o ano vinha mais um rebento. Cinco no total! Para agüentar essa rotina só com muita música.
Até que um dia perdi um filho. Meu ouvido ensurdeceu, minha boca calou. Passaram-se muitos anos até eu voltar a ouvir música, que voltou a fazer parte da minha vida. Mais uma vez meu gosto mudou, aprendi com os filhos já adultos a gostar de rock, e ouço vários outros gêneros. Os meus preferidos atualmente são o Metallica, Illuminate, Lacrimosa, System of a Down, Fábio de Melo e O Rapa. Não sei por que o verdureiro quando traz as compras fica tão espantado, será que depois dos 60 tenho que ouvir apenas Nélson Gonçalves?
Meu gosto é meio estranho, meio eclético, mas enquanto puder ouvir e cantar não vou mudar. A minha nova mania é o quarteto Ill Divo, muito bom. Por fim, digo que a música nos renova, o meu dia fica mais leve, mesmo ouvindo o ultimo cd do Metallica.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Leve como pluma

Leve Como pluma

Quando estou na água é como se me transformasse na mais esguia bailarina, com seus movimentos suaves e encantadores. Movimento-me de um lado para outro com movimentos suaves e circulares. Fico espantada como posso deslizar suavemente, equilibrando todo meu peso, parece que estou a bailar.
Alongo a coluna, os braços, alongo a vida que passa a passos largos, alongando o tempo que não para de passar. Mas não importa que ele passe, pois quando estou na água o calor e os movimentos de vai e vem me fazem lembrar do calor materno, do embalar da infância.
Rodopio pra cá, rodopio pra lá, tão leve, tão solta, sinto-me menina. Menina que estava adormecida bem lá no fundo de minha alma e que volta desperta na magia das águas.
Estou de novo na água, na aula os movimentos são rápidos, dou pulos, dou murros, dou chutes; a musica é contagiante, com os exercícios sinto-me poderosa. Mas, como posso fazer tudo isso? É incrível!
Quando saio da água o sonho acabou. Saio com o andar cuidadoso, desgaste do joelho, um pouco pesada para minha altura e cheia de “ozes”, contudo, por dentro continuo jovem e por fora renovada.